domingo, 1 de dezembro de 2013

2013





 
Maravilhoso


Maravilhoso é te sentir comigo hoje,agora e a todo sempre,
me envolver, me doar, me nutrir, ter-te em meu presente.
Viver contente e permanecer dentre todos os teus planos
sem importar-me ser em primeiro ou se em derradeiro.

Maravilhoso é poder sentir o quanto sabes que eu te amo;
É extasiar-me desse amor, por inteiro, sem medo do engano.
É voar nas asas desse sentimento puro, lindo e verdadeiro,
me declarar feliz, completo, soberano, para o mundo inteiro.

Maravilhoso é adentrar teu corpo e poder ver a tua alma nua;
É desvelar, sem medo, os teus segredos realizando as fantasias tuas;
Deixar em mim, entranhado, as tuas marcas, o teu sabor, teu cheiro.

É, nas ausências, sublimar a saudade, a solitude e a todo o tortuoso;
Compartilhar contigo o simples e virtuoso: a chuva, o mar, o sol e a lua;
Ter-te em minha vida me faz ver, viver, sentir todo o maravilhoso!

Beto Acioli
30/11/2013








Minha cabeça, meu guia

Amo ao meu Deus,
a minha vida mundana
e aos carnais prazeres
e não ando em pecado.

Eu não me santifico;
Também não me condeno
pelo que sinto, vivo.
E pelo que pratico
eu não me crucifico.

Eu não me mortifico
minha lei é a liberdade,
meu prazer é ser livre
justo às realidades.

Não creio em proibido.
Vivo com intensidade.
Rio ou choro de verdade.
Feliz me realizo.

Pelos passos mal dados
eu nunca me lamento,
eu não me justifico...

Eu não sofro os conflitos
em insurgir contra os gritos
das minhas reais vontades.

Beto Acioli
30/11/2013









Estanque

Fogem-me a verve,
o verbo, a lira...
A minha poemia
vestiu-se de morte, 
entregue à má sorte
verteu-se  ao caos.

Minha nau à deriva,
sem remos e sem rimas.
Perdidas, sem norte
naufragam as poesias.

E agora a minha lida?
Inútil, o ócio,
 __maus ventos__
me trazem o opróbrio.

Vago, vazio rasgo o âmago,
sangro as dores às cruas feridas.

E agora, a vida, sem lira, sem verve
e sem lida se mostra gélida...
Sem essas não tenho a poesia.
e  aquela, prostrada em procelas, 
já era...Já não mais me serve...

Beto Acioli
01/12/2013





 O Amansador 


Ave Vate Datrino!

Poetis te salutant!

 José Agradecido,
Profeta andarilho,
 
Gentil, iluminado,
fraternal, divino,
pros céus inclinado.
Professor do amor.



 Pés nus peregrinos,
um cultor do amor,

da dor amansador.
Professou a paz,
cultuando o amor.

Um Louco Bendito,
um Ser Visionário,
um Consolador.



 Pratique Altruísmo!

 Em seu interior
viva este Datrino,
semeador do bem.
Em nome do Pai,
Em nome do Filho
e do Santo Espírito.
Assim Seja. Amém!




Beto Acioli
15/12/2013



Varal

 Nada é mais incômodo do que o incômodo daqueles que desrespeitam o meu silêncio.
Teu egoísmo ao meu fere.

O meu egoísmo é somente meu.
É invernoso o meu tempo...
Me despi, pus minhas roupas no varal à espera do sol ou da chuva, ao sereno e ao vento.
Não preciso que as olhem... Deixo que sequem, deixo que molhem.
Deixo a vida passar... Adiante me visto, revivo, me reergo, me reinvento.


Beto Acioli
22/12/2013


 

 Espatódea

Rubra bisnagueira,

rutilância ao sol
refletes em mim,
meu sangue, a tua cor.


Tua vagem, tua flor,
tua verde folhagem
tua ramagem  frondente
limpam a minha visão.


Tens a luz do amor,

a cor da paixão.
És tu, Majestade,
paisagem imponente.



Beto Acioli
22/12/2013

 
Do lado de dentro



Mesmo que distante eu lhe sinto presente
Há marcas evidentes de você em mim.
Estar dentro de mim já me é o bastante
pra que a todo instante eu só pense em você.

Lhe sinto em tudo que vejo e/ou escrevo.
Meu espelho me mostra o quanto sou feliz.
Me diz qu'eu  mereço pagar qualquer preço
para que lhe traga pra pertinho de mim.

Você está no ar que enche meus pulmões,
está em minhas veias, em meu sangue corrente
e nas profundezas do meu coração.

Mesmo que a saudade doa tão pungente,

sinto tão veemente as suas vibrações...
Mesmo que distante eu lhe sinto presente!

Beto Acioli
25/12/2013


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Paixão a três


“NOTA DE FALECIMENTO: É com grande pesar que comunicamos o falecimento do querido amigo e companheiro Zé, ocorrido na sexta-feira, 25/01/2007. A saudade e a gratidão permanecerão vivas até que nos reencontremos.” Essa era a nota publicada por Marcos e Marisa num jornal impresso de grande circulação no estado de Pernambuco.
Zé era simplesmente Zé, não tinha um sobrenome, mas também não era um Zé Ninguém. 
24 de dezembro de 1988. Esta seria a data em que Zé deveria morrer, seria cruelmente abatido a golpes de marreta. Seu destino já estava traçado até que tudo mudou...
Marcos e Marisa se conheceram no mês de Junho de 1996, numa quermesse, em São Bento do Una/PE. Pode-se acreditar que existe amor à primeira vista, pois ao se olharem pela primeira vez, algo tinha tocado aos dois. A troca de olhares foi o suficiente para que Marcos se aproximasse de Marisa e se apresentasse.  Entre uma conversa e outra, Marcos investia num galanteio e Marisa ia se deixando envolver. Os olhos dela brilhavam como se enfeitiçassem os dele.  Começava ali uma paixão... O que parecia ser apenas um namorico transformou-se numa bela história de amor.
Marcos era um rapazote de 18 anos, morava, trabalhava e estudava em Recife e estava, naquela ocasião, visitando a terra de seus avós paternos. Era o primeiro ano que iria passar as férias num interior. Pretendia passar por volta de 20 dias na casa de seus avós. Seu pai era açougueiro e criador de porcos e sua mãe era do lar.
Marisa, 17 anos, filha de pais circenses, era uma garota meiga, bonita, de corpo esguio,  cheia de sonhos.  Morava na mesma rua dos avós de Marcos, era a vizinha da frente. Sua família tinha um circo onde ela se apresentava como malabarista nos fins de semana.
Depois daquele encontro, Marisa convidou Marcos para assistir ao espetáculo que de pronto aceitou.  No circo, conheceu os pais dela, que de pronto pediu autorização para namorá-la.
Assim, Marcos viajava todos os finais de semana e feriados para que pudesse ver sua amada. Numa dessas viagens levou Marisa e seus pais para que pudessem conhecer sua família em Recife. Depois de alguns meses se tornavam noivos e já marcavam a data do casório. Casariam na véspera de Natal, 24 de dezembro de 1988. Naquela ocasião, o pai de Marcos presenteou Marisa com um bácoro de um mês de vida, recém-desmamado que logo foi cognominado de Zé. Este seria cevado e abatido, faria parte do banquete na festa de casamento. 
Marisa ficou incumbida de tratar da engorda do leitão até que chegasse seu dia de virar banquete. Faltava pouco menos de dois anos, e era tempo suficiente para a ceva. 
Como todo bebê é tratado com carinho, com Zé não era diferente, Marisa não poupava cuidados e tratava-o tal qual uma criança. Com o passar dos meses, Marisa foi se apegando ao porquinho que crescia dia após dia, mostrava-se muito apegado a sua tratadora e com ela não era diferente.
Zé era tratado como gente, que aos poucos, adquiria hábitos incomuns a um porco: tomava banho todos os dias, escovava os dentes e comia a mesma comida que Marisa, inclusive bebia refrigerante. Em pouco tempo passou a dormir dentro de casa, ao lado da cama de Marisa. Era uma relação de mãe e filho.
Marcos, distante dessas cenas, apenas se interessava na engorda do porquinho e sempre, ao telefonar para Marisa, perguntava-lhe por Zé e ela respondia que ele estava muito bem e que ele não merecia ir ao prato como foi planejado por Marcos. Ele discordava, pois não acreditava existir sentimentos entre um porco e uma pessoa, seu prazer seria degustá-lo quando estivesse na hora. Pedia para que Marisa não se apegasse a ele, pois iria ter pena quando chegasse a hora de ser abatido, mas esse pedido era em vão. O amor de Marisa por Zé já tinha acontecido... Agora era ela quem pedia para Marcos que retirasse a ideia do abate, coisa que ele discordava.
Passavam-se os meses e entre muitas idas à casa de Marisa, Marcos mostrava-se irredutível à ideia de Marisa. Por sua vez, na tentativa de salvar Zé, ela cogitou até em adiar a data do casamento e todos foram contra. Ela já não sabia como nem o que fazer para salvar aquele por quem se apegou. Zé já estava com seis meses. Era um misto de sentimentos na alma de Marisa. Zé teria vindo para causar discórdia entre ela e Marcos? Ela seria capaz de fazer qualquer coisa para que seu amigo fosse salvo. Teve até a ideia de comprar outro porco, já abatido, pro dia da festança, mas Marcos já havia decidido, ele mesmo abateria Zé, como fazia com seu pai em Recife.
Marisa estava aflita, já nem dormia direito... Não conseguia treinar com seus malabares  e tinha pesadelos quase todos os dias... Não suportava imaginar tal crueldade.  Zé parecia compreender a preocupação de Marisa e ela lia a tristeza em seus olhos. Zé, por muitas vezes, grunhia como se chorasse e isso comovia sua tutora. Ela o acariciava tentando consolá-lo e o porquinho, carente, retribuía com carinho, roçava seu dorso nas pernas de Marisa.
Certa noite, Marisa sonhou que estava se apresentando, no circo, juntamente com Zé e ao acordar sentiu que foi iluminada com esse sonho. Daí teve a ideia de adestrar Zé para que se apresentasse com ela no circo. Quem sabe aquele ato não comoveria os que queriam ver o porco na panela, inclusive Marcos?
Marisa começou, imediatamente, a ensaiar alguns números com Zé e pra sua surpresa ele correspondia à sua ideia, mostrava-se muito inteligente e com muito esforço, em pouco tempo, já estava pronto para sua primeira apresentação. Marcos foi ao circo e se surpreendeu, não só com a apresentação da dupla com também com a reação do público. Ali ele já estava pensando diferente quanto ao destino de Zé. Agora Zé não apenas um porco era mais um circense na família e facilmente desistiu da ideia de transformá-lo em churrasco. Marisa ficou feliz por sua ideia ter dado certo e a alegria nos olhos de Zé era visível.
A cada dia Zé surpreendia a todos com os números ensaiados, chegou a ser matéria jornalística e ser a atração principal do circo. Era um verdadeiro artista.
Marcos agora paparicava Zé, reconhecia seu valor e também se apegava a ele. Em pouco tempo já o tinha como filho, assim como aconteceu com Marisa.
Zé trouxe muita alegria e fartura para a família, o circo atingia lotação nunca antes tida, vinham caravanas de cidades vizinhas para assistirem ao porco malabarista.
Passaram-se alguns meses e aconteceu o casamento de Marcos e Marisa e lá estava Zé, vestido a caráter, de fraque, colete e gravata... Roubava a cena dos noivos, os flashes eram todos direcionados pra ele.
Zé morreu aos dez anos de idade, de morte natural e foi e sepultado no quintal da casa onde morou à sombra duma cajazeira. Durante o tempo em que viveu, Zé trouxe muita alegria e harmonia ao casal, foi querido e amado e retribuiu esse amor.
Quem se junta com porco farelo come? Qual seria a verdade desse adágio?


Beto Acioli
25/12/2013 

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Nada muda se nada em você mudar


Cinquenta e dois mil quinhentos e sessenta e nove minutos,
Três milhões, cento e cinquenta e quatro mil e cento e quarenta segundos
É muito mais do que trezentos e sessenta e cinco chances de mudar o mundo
desde que todas  e quaisquer mudanças  principie em você.

Comece já , portanto, a repensar os seus conceitos a cada novo segundo.
A sepultar os preconceitos, pra que venha à nova vida ao novo mundo.
A ser mais humano, perdoando, compreendendo inexistir o perfeito.
A se doar por amor a tratar as diferenças com o máximo respeito.

A preservar a natureza, cuidar do planeta, e de tudo em que nele há
Pois nada muda, nunca, se nada em você mudar.
Transforme a si  mesmo e consequentemente mudará o mundo!

Seja feliz ao longo dos próximos novos zilhões de segundos!


Beto Acioli 
31/12/2013


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Uma amante quase (ir)real

31/12/1999. Falava-se muito em Bug do Milênio, um erro de lógica que estava previsto para ocorrer em todos os sistemas informatizados na passagem do ano de 1999 para o ano 2000.

Naquele dia acordei assustado com o barulho dos fogos.  Na parede, rabiscos...Uma poesia e uma frase que abaixo as transcrevo:
“Surreal

Pelos azuis paralelos ando sem destino,
fitando um olhar profundo no infinito
persigo o vasto lume das estrelas
Fausto e livre varo longínquas fronteiras.

As pedras em que piso conhecem meus passos
e a mente vagueia por sidéreos espaços...
Dentro deste mundo é onde me externo,
crio, vivo e gozo deste universo.

Afora esse contexto o regalo é inatingível;
O horizonte que vejo é sempre inalcançável,
mas tendo este pretexto o sonho é possível.

A gana de viver me faz inesgotável;
Meu espírito liberto faz-se permissível
em ser feliz num mundo são e imaginário.”

“O louco só experimenta a tristeza quando surta a lucidez, pois percebe que infeliz é ser normal”.

Aquilo parecia não fazer muito sentido, nem mesmo sabia que tinham sido escritas por mim. Ainda atordoado, com o corpo entrevado pela impregnação de neurolépticos, caminhei com dificuldade até o banheiro para lavar o rosto e ao me olhar no espelho senti uma estranheza, não me reconheci... Estava mais velho, com o rosto engelhado, cinzento e resseco. Meus olhos, vermelhos, passeavam perdidos pelos arredores da casa. Eu ouvia uma balbúrdia, mas não sabia de onde vinha, tinha muita gente dentro da casa: filhos amigos e alguns parentes. Eu estava meio perdido dentro daquela realidade. Chamei pela minha esposa e para a minha surpresa quem me atende é Dulce, a minha amante. Há algum tempo que não me dava tão bem com ela. Mesmo gostando muito dela sentia-me perseguido e ameaçado, temia ser descoberto por Clara, minha esposa, e assim arruinar o meu casamento de 12 anos. Ela, por sua vez, não ficou brava por eu ter trocado seu nome. Irrequieto, disfarcei e perguntei-lhe como eu teria ido parar ali, na casa dela, e ela, serena, me responde que eu estava em minha própria casa e com toda a minha família presente.
Fiquei ainda mais confuso quando os meus filhos se aproximaram e a chamaram de mãe. Eles já não eram tão pequenos quanto antes. Sorrindo, me abraçaram, beijaram o meu rosto e me desejaram feliz ano novo. Como poderia eu estar na casa de minha amante junto com meus filhos? Achava eu que meus filhos nem sabiam da existência da Dulce... Tudo parecia muito estranho ao mesmo tempo em que muito familiar: a casa, a mobília e o comportamento de todos, inclusive o meu... Onde estaria Clara, a minha esposa? Será que ela teria partido por descobrir que eu tinha uma amante? Será que ela teria morrido? Naquele momento eu não compreendia nada, tudo estava muito confuso... Estaria eu dentro de um sonho onde se acorda, dentro do próprio sonho e se tem a sensação de que está se vivendo o real? Belisquei-me tentando sentir se estava verdadeiramente acordado e percebi que tudo que se passava ali era mesmo real.

Sentindo tanto desconforto, resolvi voltar para o quarto e pedi para que não me incomodasse, fui ler algo para que pudesse me desligar daquele momento tenebroso, onde nada parecia ter nexo. Passado algum tempo resolvi assistir a TV que estava fazendo uma retrospectiva dos fatos ocorridos no ano de 1999 e de quase nada que se mostrava na TV eu conseguia me lembrar. Seria uma amnésia?  Será que o Bug do Milênio havia atingido meu cérebro? Não podia ser, pois eu reconhecia Dulce e meus filhos e lembrava-se da existência de Clara. Só não sabia onde ela poderia estar naquela hora, nem o que tinha acontecido para que eu estivesse na casa da minha amante juntamente com meus filhos e eles a chamando de mãe. Quanta confusão...
Intrigado com tantas dúvidas, resolvi chamar Dulce novamente, pedi para que fechasse a porta do quarto para que as crianças não ouvissem a nossa conversa e lhe indaguei o que acontecera com Clara. Ela parecia ter as respostas, mesmo assim me pediu um instante. Saiu e foi até a cozinha. Depois de alguns minutos ela voltou com uma medicação um copo de água na mão e pede para que eu tome, diz que é para me acalmar e que vai me explicar o que aconteceu. Mesmo imaginando que poderia estar sendo envenenado, obedeceu... Dentro de poucos minutos apaguei, mergulhei novamente na letargia... Acordei, depois de 12 horas. Clara estava ao meu lado. Mais uma vez a estranheza me rondou... Agora estava num quarto, com odores fortes de éter e de outros fármacos, com pessoas estranhas próximas a mim. Ainda muito confuso , lembrei-me da noite anterior e agora era a Clara que eu indagava, perguntei o que tanto queria saber. Onde eu estava agora? Onde estaria Dulce agora?
Com um largo sorriso, Clara me abraçou e me respondeu que ela era a minha amante, a Dulce e que também era a minha esposa, a Clara. Descobri que eu estava, na noite anterior, em casa para passar o Réveillon junto com ela e com meus filhos e que já havia retornado ao hospital. Era um hospital psiquiátrico onde eu estava internado há mais de cinco anos com diagnóstico de esquizofrenia.
Eu não tinha nenhuma amante além da minha própria esposa. Clara e Dulce, na minha vida, eram a mesma pessoa e que tudo aquilo não passava de mais um desvairo. Parece que agora eu estava num dos meus raros momentos onde a minha lucidez oscilava intercalando os grandes períodos de delírios... Tristonho, com o olhar embotado, esbocei um fosco sorriso e me calei... Compreendi e vi sentido naquilo que havia rabiscado na parede do quarto.

Beto Acioli
31/12/2013


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12/01/2014 11:39 - entreaberta
não sei porque, mas fez lembrar de Poe em Ligeia...me fez lembrar de mim, em meu também mundo surreal....bom te ler...

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