Abril - Nova temporada
O mês de março já era...
Abriu-se uma nova era.
Abril chega com verdades
A hora é de abrir-se à vida,
de jamais conter os passos,
nunca reter a liberdade,
tampouco abortar os sonhos,
Abriu-se uma nova era.
Abril chega com verdades
A hora é de abrir-se à vida,
de jamais conter os passos,
nunca reter a liberdade,
tampouco abortar os sonhos,
de reafirmar a identidade,
de conquistar novos espaços
e executar as vontades...
Abriu uma nova temporada
de caça à felicidade.
Beto Acioli
31/03/2014
Abriu uma nova temporada
de caça à felicidade.
Beto Acioli
31/03/2014
Noite
Uma lua no ermo,
um escuro em mim,
é mesmo uma noite.
Beto Acioli
30/03/2014
30/03/2014

Todo aquele que humilha joga as virtudes no mato
(mote: Silvano Lyra)
A soberba e a vaidade
têm o sobrenome Pobreza,
vetores que com certeza
se chocarão com a humildade.
Um ser que usa a falsidade,
que é arrogante e insensato
e que a outrem é ingrato
se isolará tal qual ilha
"Todo aquele que humilha
joga as virtudes no mato"
Beto Acioli
30/03/2014
Faço de ti meu crisol
Deixo que me encontre em meus becos
pra que entenda todos meus embaraços,
que percorra nos meus estreitos espaços
e conheça parte do meu chão seco.
Dentro desse labirinto dantesco,
redomas onde dormem as minhas quimeras,
órbitas de inconstantes atmosferas
e de infernos instintivos da minha mente
Desejo que me invada inteiramente
e se una aos meus medos e às minhas feras;
Deixo que lance minh'alma à outra esfera.
Ainda deixo que adentre minhas frestas
pra que apare todas as minhas arestas
e expurgue os monturos gigantescos.
Deixo que me encontre em meus becos
pra que entenda todos meus embaraços,
que percorra nos meus estreitos espaços
e conheça parte do meu chão seco.
Dentro desse labirinto dantesco,
redomas onde dormem as minhas quimeras,
órbitas de inconstantes atmosferas
e de infernos instintivos da minha mente
Desejo que me invada inteiramente
e se una aos meus medos e às minhas feras;
Deixo que lance minh'alma à outra esfera.
Ainda deixo que adentre minhas frestas
pra que apare todas as minhas arestas
e expurgue os monturos gigantescos.
Beto Acioli
30/03/2014

Eu só acredito vendo
(mote: Silvano Lyra)
Namoro sem beijo e abraço;
Estrelas no céu da boca;
Cabeça de alho de touca;
Ferrugem em nervos de aço;
Bebum não errar o passo;
Vê pés de planta correndo;
A manga de pano sendo
usada pra fazer suco;
Bala de açúcar em trabuco...
"Eu só acredito vendo."
Uma muda não "amar" gemendo;
Se dar nó em pingo d'água;
Mulher ainda usar anágua;
Vê pelo em sapo nascendo;
Chifres em cavalo crescendo;
Tornar freira uma meretriz;
Mentir e crescer o nariz;
Tirar Ogum da lua cheia...
"Mostrei toda minha veia
Nos ditos que o povo diz."
Glosa: Beto Acioli
29/03/2014
Triste poesia
A verdade é esta:
Aqui nada presta,
solidão, vazio
num rio de prantos...
E em todos os cantos
um que de sofrer,
só há desencantos,
gélido anoitecer...
Escuros são os dias;
Me vem a saudade,
me infesta a agonia,
corrói-me, molesta.
O que aqui me resta
além do amargor?
Só aparar as arestas,
e estancar minha dor.
Fazer a travessia
esquecer o amor
e às penas compor
uma triste poesia.
Beto Acioli
28/03/2014
A verdade é esta:
Aqui nada presta,
solidão, vazio
num rio de prantos...
E em todos os cantos
um que de sofrer,
só há desencantos,
gélido anoitecer...
Escuros são os dias;
Me vem a saudade,
me infesta a agonia,
corrói-me, molesta.
O que aqui me resta
além do amargor?
Só aparar as arestas,
e estancar minha dor.
Fazer a travessia
esquecer o amor
e às penas compor
uma triste poesia.
Beto Acioli
28/03/2014
Reencontro
Hoje alvoreceu um tempo diferente,
Eu tive o alento que sempre esperei;
Tive num abraço sonhos realizados,
soluços estancados e sorrisos outra vez.
Brotaram em meus olhos a felicidade,
a luz da verdade, a total nitidez.
É o fim da distância e da dor pungente
donde a saudade pulsa em languidez.
Do meu inexistente fez-se o concreto;
Completo foi o sonho que há muito busquei;
O agora é a vez de estar sempre desperto.
Decerto a alegria veio morar comigo;
Me veio um abrigo, um colo acolhedor,
um presente, um pai, um irmão, um amigo.
Beto Acioli
28/03/2014
Hoje alvoreceu um tempo diferente,
Eu tive o alento que sempre esperei;
Tive num abraço sonhos realizados,
soluços estancados e sorrisos outra vez.
Brotaram em meus olhos a felicidade,
a luz da verdade, a total nitidez.
É o fim da distância e da dor pungente
donde a saudade pulsa em languidez.
Do meu inexistente fez-se o concreto;
Completo foi o sonho que há muito busquei;
O agora é a vez de estar sempre desperto.
Decerto a alegria veio morar comigo;
Me veio um abrigo, um colo acolhedor,
um presente, um pai, um irmão, um amigo.
Beto Acioli
28/03/2014
Insana busca
Divago por entre lembranças
dum amor que escuso, não morto e ainda férvido.
E que por mistérios premidos em meu peito
jamais se calaram os bramidos dos meus pensamentos.
Por noites afora, em silêncio, ainda a chamo, gritando o seu nome.
Sem ter outro jeito, busco em outros braços, seu abraço
e em outros leitos, outros corpos, seu toque, seu beijo...
e em outros leitos, outros corpos, seu toque, seu beijo...
Ah! ainda bebo em sua fonte ,
que agora salobra só salga a minha alma.
A sede não sacio sem mais poder ter,
nem sentir, o seu cio.
Só, me desmorono e desaguo em choro.
Total me recolho à minha camarinha,
lhe ponho entrelinhas,
lhe escondo em meu anverso,
entre versos e em tudo que escrevo.
Divago por entre as mais cruas dores
dum amor retraído e ainda vívido, em mim absorto.
em atrelar-se ao seu sexo,
é justo encontrar-lhe em meus sonhos,
nos meus reais, plenos e desvairados gozos.
que agora salobra só salga a minha alma.
A sede não sacio sem mais poder ter,
nem sentir, o seu cio.
Só, me desmorono e desaguo em choro.
Total me recolho à minha camarinha,
lhe ponho entrelinhas,
lhe escondo em meu anverso,
entre versos e em tudo que escrevo.
Divago por entre as mais cruas dores
dum amor retraído e ainda vívido, em mim absorto.
Se pérfido e sem nexo é esse encontro,
em outros corpos, tão louco...
Se um cordão imaterial sempre insiste em outros corpos, tão louco...
em atrelar-se ao seu sexo,
é justo encontrar-lhe em meus sonhos,
nos meus reais, plenos e desvairados gozos.
Beto Acioli
19/03/2014
Beto Acioli
17/03/2014
Apenas um sorriso
Serve-me apenas um sorriso, um alento,
pra que haja o hoje, o sol,
ao menos um outro sonho, uma nova chance...
Um outro sopro de vida ou apenas um suspiro.
Serve-me uma mão para que pare o relógio
(e talvez o mundo), que a tudo paralise...
A verdade, para que remova as escamas dos meus olhos;
Serve-me a luz... Uma voz que me cale por dentro,
que me silencie, e me tire do escuro.
Serve-me ainda a vida, já não mais o mundo...
Ainda me serve: um alento, um tempo, um sorriso.
pra que haja o hoje, o sol,
ao menos um outro sonho, uma nova chance...
Um outro sopro de vida ou apenas um suspiro.
Serve-me uma mão para que pare o relógio
(e talvez o mundo), que a tudo paralise...
A verdade, para que remova as escamas dos meus olhos;
Serve-me a luz... Uma voz que me cale por dentro,
que me silencie, e me tire do escuro.
Serve-me ainda a vida, já não mais o mundo...
Ainda me serve: um alento, um tempo, um sorriso.
Beto Acioli
17/03/2014

Pus no mar do esquecimento as coisas do meu passado.
Mote: Silvano Lyra
Achei qu'era o grande amor
mas vi que estava iludido
e assim não correspondido
provei da mágoa e da dor.
Um amor assim, sem valor
mereceu ser descartado
pra não viver amargurado
não quis andar contra o vento.
Pus no mar do esquecimento
as coisas do meu passado.
Por me sentir sufocado
segui por outro caminho.
Preferi trilhar sozinho
do que mal acompanhado
com a paz andando ao meu lado
reconquistei o meu alento.
Daquele amor ciumento
tarde eu fui alforriado.
Pus no mar do esquecimento
as coisas do meu passado
Fiz uma faxina em mim
limpei armários e gavetas
álbuns, malas e maletas,
a todo inútil dei um fim.
Querendo um novo jardim,
deixei meus espinhos de lado
pra me sentir renovado
não quis mais ressentimentos.
Pus no mar do esquecimento
as coisas do meu passado.
Joguei fora todo o lixo;
Varri todos os entulhos;
Entre coivaras e monturos
Desfiz-me dum crucifixo.
Quebrei assim os caprichos
Outrora por mim guardados.
Descarreguei o meu fardo,
Adeus aos dias cinzento!
Pus no mar do esquecimento
As coisas do meu passado.
Beto Acioli
14/03/2014
Faces
Arranco do âmago o meu subjetivo
transcrevo-o em poemas mais que imperfeitos
E eis neles o meu avesso,
o lado que não disfarço,
é a minha terceira face,
aquela que só eu conheço.
E é a ela a quem confesso
os meus medos, os meus segredos,
os meus mais cruéis pecados,
a sete chaves guardados,
vetados em abertos cortes,
selados e prontos pra morte.
Minhas efígies,
partes de mim camufladas,
só a minha primeira face
denota em perfeitos gestos,
os indigestos reflexos
do paupérrimo ser que sou.
Também, é o meu olhar interior
Além de ver além do espelho
todas as minhas tantas faces,
minhas máscaras e meus disfarces
vê minhas tantas outras metades,
minhas capas e o meu reverso.
Beto Acioli
13/03/2014
Oh, Linda!
Do alto da Sé eu vejo
As torres das tuas igrejas
Teus sinos, teu casario
Tuas ladeiras estreitas
Descendo as Bertiogas
Chego na Misericórdia
E logo avisto a Ribeira.
Olinda em teus Quatro Cantos
Tudo é pura beleza
Tuas bicas seculares
Jorro de água em riqueza
O teu coqueiral tão lindo
Cocares dançam sorrindo
Contemplam a natureza.
Ao longe a velha Recife
Cidade hospitaleira
E o Rio Capibaribe
Desenhando sua fronteira
Um majestoso horizonte
Que faz das suas águas e pontes
A Veneza Brasileira.
Olinda, és real pintura
Tens um ar de pura magia
Tua história, arte e cultura
Descritas em cantos e poesia
És Patrimônio Mundial
Fazes do Frevo "Imaterial"
Com louvor e maestria.
Olinda, és toda encanto
Uma obra da natureza
Uma vista que causa espanto
por tanto esbanjar beleza...
Com pasmo o teu fundador
"Oh, Linda!" Um dia exclamou,
Duarte Coelho Pereira.
Beto Acioli
10/03/2012
Do alto da Sé eu vejo
As torres das tuas igrejas
Teus sinos, teu casario
Tuas ladeiras estreitas
Descendo as Bertiogas
Chego na Misericórdia
E logo avisto a Ribeira.
Olinda em teus Quatro Cantos
Tudo é pura beleza
Tuas bicas seculares
Jorro de água em riqueza
O teu coqueiral tão lindo
Cocares dançam sorrindo
Contemplam a natureza.
Ao longe a velha Recife
Cidade hospitaleira
E o Rio Capibaribe
Desenhando sua fronteira
Um majestoso horizonte
Que faz das suas águas e pontes
A Veneza Brasileira.
Olinda, és real pintura
Tens um ar de pura magia
Tua história, arte e cultura
Descritas em cantos e poesia
És Patrimônio Mundial
Fazes do Frevo "Imaterial"
Com louvor e maestria.
Olinda, és toda encanto
Uma obra da natureza
Uma vista que causa espanto
por tanto esbanjar beleza...
Com pasmo o teu fundador
"Oh, Linda!" Um dia exclamou,
Duarte Coelho Pereira.
Beto Acioli
10/03/2012
(Trecho do Cordel "Oh, Linda!", em Homenagem ao aniversário das irmãs Olinda e Recife)
Perfeita pra mim
Amiga, mulher, amante,
namorada e companheira.
Na minha vida é, com certeza,
uma peça mais que importante.
Aquela que a todo instante
me faz vestir de realidades.
Me leva à felicidade,
me faz sentir o paraíso...
A causa do meu sorriso
e a cura das minhas tristezas.
Receita é de singeleza,
dona do seu próprio brilho.
Imantado é o seu olhar,
faz de sua alma a minha musa.
Assim cede-se sem recusas,
inevitável é lhe amar...
Deusa que faz o seu altar
na cama em que me deito.
A avassalar o meu peito,
põe ao avesso a minha alma...
Me traz a fúria e a calma
à safadice e ao respeito.
Acende as minhas paixões,
razões da minha existência
Senhora das transparências,
minha guia às abstrações.
Conduz as minhas emoções,
preenche os meus estreitos...
E aceitando os meus defeitos
conhece aos meus botões.
Naquilo que nós propomos,
sexo com amor em igualdade
O amor com sexo e prazer
nos faz ser cumplicidade.
Beto Acioli
05/03/2014
""Feliz é o homem que conhece a alma feminina e com ela compartilha de seus segredos e mistérios."."
Qual é o peso pra cada medida?
Qual é o preço da vida?
De que vale a luta,
a semente plantada
se não é colhida
tua felicidade?
De que vale a vida,
a árdua labuta,
se tua liberdade
não se consolida?
Relativo é o peso
pra cada medida.
E o preço da vida?
Pouco ou nada vale...
Beto Acioli
03/03/2014
É, sim, preciso que vomites,
que grites, trovejes
e que chovas às lágrimas;
Que clames, reclames, que exume-se o passado
injusto e triste, pesado de lástima;
Que desvende os olhos ao presente que existe
também aos presentes que a tudo assistem...
É, sim, necessário o dedo na ferida
pra vida da alma, pra cura da vida,
Pões fim nesse exílio em si mesmo, urgente,
para que sepultes as insanas mentiras
e que venham à tona as mais puras verdades
que durante anos estiveram ausentes.
Que mostres pungente
a dor que ainda hoje remói em tua mente
e que em teu peito, latente, ainda mora...
Afloras a coragem
e expulsas da alma a bagagem de lixo,
e o medo que te assola.
Vai, segue adiante
que calar não é saber...
Expões tua agonia;
Rasgas o teu silêncio,
bradas à liberdade,
ecoas tua poesia
que é tua arte, tua cria,
a tua vida crua.
Tua verdade nua,
que é jura e é vitória...
E fazes valer a árdua labuta,
a luta, a glória e a história,
mesmo que pra ti pareça ter sentido
um presente abafado
e um passado escondido
numa absurda inglória.
Beto Acioli
01/03/2014
"Vasto é o universo que cabe no âmago de cada Ser e que nunca é o todo...A Poesia é infinita... Ainda que se finde o Poeta, sua obra é pro sempre imortal"
Indefinido
Sendo o que sou, só, sonho em não ser...
ou sonho em não ser no que só não sou.
Diante à razão que eu seja o que sou;
Mas que eu seja o amor perante o que for.
Beto Acioli
03/03/2014
Meu divã
Em tua alcova, meu divã,
sensual tais gazéis de Lorca,
adentro janelas e portas,
aberto à libido sã,
me entrego aos sãos devaneios,
Entranho-me em teu fremente corpo,
me emaranho em teus cabelos.
Ardo por ti de prazeres,
me ancoro em tua alma
e sorvo dos teus segredos.
Partilha das emoções;
Consumação de desejos;
Prazeres em profusão;
Imateriais corpos em sintonia
que ascendem até o grau máximo.
Sublimação às fantasias
entre espasmos e abstrações,
fenomenais sensações
nos muitos e mútuos orgasmos.
Beto Acioli
19/01/2014
Esqueça-me
Se acaso sentir saudades, só me procure em você.
Talvez eu ainda esteja dentro do seu coração...
Se acaso não me encontrar, faça um favor pra nós dois:
Aceite o fim e me esqueça.
Dia da Saudade
Para me juntar aos ausentes presentes e ainda sentir o calor que me invade,
hoje evoco o passado para novamente sentir, reviver, o que em mim não prescreve.
Mormente os instantes de amor e de dor das minhas paixões ardentes;
Dos plurais e ingentes momentos de ardores nas enlevações, quão singularidades...
E a todas essas febres de amor que ficaram indeléveis em meu peito e hoje dormem em meu leito, as chamo de saudade.
Para me juntar aos ausentes presentes e ainda sentir o calor que me invade,
hoje evoco o passado para novamente sentir, reviver, o que em mim não prescreve.
Mormente os instantes de amor e de dor das minhas paixões ardentes;
Dos plurais e ingentes momentos de ardores nas enlevações, quão singularidades...
E a todas essas febres de amor que ficaram indeléveis em meu peito e hoje dormem em meu leito, as chamo de saudade.
Beto Acioli
30/01/2014
Ser Mortal
Com mortais poderes
evoco os pecados,
me deito entre deuses,
osculo suas bocas,
bebo em seus beijos
doses de veneno
e sinto em meu hálito
o cheiro do inferno.
Tácito e intranquilo
vasculho segredos
e vejo em seus olhos,
faces do terreno
com névoas de invernos,
de iras e estrilos.
Subo à inconsistência...
Violado o sigilo
dos planos supremos
que os fazem eternos
declino à descrença...
Não há semelhanças,
mas sim diferenças.
Aos deuses indago
pra que me convençam:
Porque minha existência
se a minha sentença
é o retorno à poeira
da qual fui gerado?
Beto Acioli
26/11/2014
Revirados versos
Eu bem que preferiria
Eu bem que preferiria
nunca morrer de ilusão
pois nunca o meu coração
na morte acreditaria.
Porém as flores eu queria
Cobrindo todo meu peito
Seria um manto perfeito
pr'uma morte muito elegante
"Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.”
(Beto Acioli)
Queria que além das flores
houvesse canto e poesia
uma ciranda com alegria
unindo os meus amores.
que não houvesse plangores
só risos, união, respeito
à ida de um imperfeito
que foi da vida um amante
"Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.”.
(Beto Acioli)
Não quero ser assassinado
por nada nem por ninguém.
Viver a vida me convém
mesmo com o mundo virado.
Meu dia já foi agendado
por Deus que é Justo e Perfeito.
E ao homem não deu o direito
de matar seu o semelhante.
"Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.”.
(Beto Acioli)
Que esteja em meu epitáfio
num majestoso poema
dizendo: "Valeu à pena
passar no terreno estágio;
A morte foi só um presságio,
pra outra vida fui eleito;
Aqui cumpri o meu feito,
zarpei tal qual um viajante.
"Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.”.
(Beto Acioli)
Que partirei satisfeito
essa é a certeza que tenho.
Deixar o mundo cão ferrenho
sumir qual gás rarefeito;
Com o vácuo tentar um preito;
Flutuar pelo espaço errante;
Pousar numa estrela gigante;
Dos astros tirar proveito.
"Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.”.
(Beto Acioli)
Que chegue como regalo
a paz que desejo tanto
deixo aqui meu surdo canto
Pra sempre, pro além, me calo.
Fundir-me-ei ao orvalho
impalpável e já refeito.
Viverei d'um outro jeito
num plasma, à luz, rutilante.
"Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.”.
(Beto Acioli)
Deixo pro mundo meus versos
Provas da minha existência;
Restos da minha consciência
instalar-se-ão no universo.
Meu cerne será disperso,
esse é o Divino preceito
meu caldo voltará aos leitos
dos rios, mares e fontes...
"Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.”.
(Beto Acioli)
Que imaginem neste instante,
que parti bem satisfeito
ao paraíso perfeito
onde há vida abundante.
Sendo a morte essa ponte,
e a porta pra a renascença,
levarei somente a crença
em viver um novo universo
"Deixo pro mundo, em meus versos,
Provas da minha existência."
(Beto Acioli)
Sei que quando na viagem
não poderei levar nada...
Saudades da minha amada
será só a minha bagagem.
Pra ela deixo uma mensagem:
Presente será a minha ausência.
Pra provar minha benquerença,
levo meu amor incontroverso...
"Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência.”.
(Beto Acioli)
No fim da minha geração
nem lembrarão mais de mim...
pode ser que seja assim,
talvez possa ser que não.
Se a mim fizerem uma menção
por mácula ou por reverência,
sinais que minhas reticências,
sobreviveram ao adverso...
"Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência.”.
(Beto Acioli)
Deixo parte da minha vida
em pedaços de papel
no varal deixo um cordel
com minhas loucuras contidas
pra quando na minha partida
alguns possam ter a ciência
que aqui marquei minha presença
deixando rastros diversos...
"Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência.”.
(Beto Acioli)
Enquanto a vida prossegue
esqueço que a morte existe,
se lembro não fico triste,
não ponho a alegria em xeque.
Faço da poesia uma prece
pra que me traga a clemência,
a paz, a condescendência.
e um ar que me faça terso.
"Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência.”.
(Beto Acioli)
Viver com pressa e prudência
não há sapiência maior.
Sem pudor e com consciência,
(lembra o Ilustre Belchior)
Quero da vida, o melhor;
Não dou valor às aparências
Sou fiel à minha essência.
Quem me lê, vê o meu reverso...
"Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência.”.
(Beto Acioli)
Espalho as minhas sementes
pra que no mundo floresçam
pra que quando aqui pereça
meu nome não esteja ausente.
Deixo meu ar de presente
pra que inpirem em permanência,
para que fique a evidência
que plantei só o correto...
"Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência.”.
(Beto Acioli)
Deixo pro mundo em meus versos,
provas da minha existência,
pra quem do amor tem carência,
pra quem na dor está imerso...
Aqui, no mundo perverso,
que a paz com os bons sempre esteja.
Que os olhos da alma vejam
que precioso é ser crente
"Espalho as minhas sementes
pra que o mundo floresça.”.
(Beto Acioli)
Quem crê no amor pode tudo,
alcança a tudo que anseia...
Transforma um pão numa ceia,
sacia a alma, sobretudo.
A fé lhe vem como escudo,
derrota o mal que rasteja,
triunfa em qualquer peleja,
se manso, brada valente...
"Espalho as minhas sementes
pra que o mundo floresça.”.
(Beto Acioli)
Persigo a serenidade
residindo em minhas teias,
o sol é minha candeia,
sua luz, minha sagacidade.
A minha felicidade
vem do que a alma caleja,
não do que vem de bandeja.
Do ontem fiz meu presente...
"Espalho as minhas sementes
pra que o mundo floresça.”.
(Beto Acioli)
Se o mundo hoje anda torto
a culpa é da humanidade.
A renda em desigualdade
Só traz poder para poucos.
E a tantos traz o sufoco,
a fome, um quebra cabeça,
faz com que a paz faleça.
Precisamos de algo urgente...
"Espalho as minhas sementes
pra que o mundo floresça.”.
(Beto Acioli)
Desenfrear o consumismo
talvez frene uma desgraça
talvez salve a nossa raça
ou safe o mundo do abismo.
Utopia ou pessimismo...
Ou um devaneio, que seja...
O globo pro caos andeja,
nossa extinção é iminente...
"Espalho as minhas sementes
pra que o mundo floresça.”.
(Beto Acioli)
Espalho as minhas sementes
Pra que o mundo floresça;
Pra que ideais alvoreçam
em mentes não conscientes.
Para que efetivamente
hajam colheitas em fartura.
Creio numa vida futura
à luz duma nova esperança...
O riso de uma criança,
É promessa de ventura.
(Beto Acioli)
Bebendo em novas fontes,
trilhando noutros caminhos,
nunca estaremos sozinhos,
na busca doutro horizonte.
A luta segue adiante,
com fé, afã e bravura.
Com aqueles de alma pura
façamos nossa aliança...
"O riso de uma criança,
É promessa de ventura.”.
(Beto Acioli)
Quero o novo e o belo;
Que o futuro seja agora;
Que a cada luz da aurora
ate-me a um novo elo.
Aposto no olhar singelo
na inocência e ternura,
De onde existe a candura
e donde flui as mudanças.
"O riso de uma criança,
É promessa de ventura.”
(Beto Acioli)
Dentro de inocentes gestos
no olhar de um pequenino
há sinais de manifesto
do Santo Poder Divino.
Quero ser sempre o menino
mesmo tendo a idade adulta.
Estarei sempre à procura
desta bem-aventurança.
"O riso de uma criança,
É promessa de ventura."
(Beto Acioli)
Com harmonia e em cores
desejo pintar meu mundo;
Sonhar e desejar profundo
da vida, os seus primores.
Não merecer os desfavores
de infelizes criaturas
que necessitam da cura
pros grilhões da ignorância.
"O riso de uma criança,
É promessa de ventura.”.
(Beto Acioli)
O riso de uma criança,
É promessa de ventura.
Magistral semeadura;
Retrato de exuberância.
Focado e em consonância
num investimento fecundo.
Um bem a cada segundo
extinguirá os maus valores.
"Com harmonia e em cores
desejo pintar meu mundo"
(Beto Acioli)
Motes: "O riso de uma criança é promessa de ventura
"Que imaginem neste instante que parti bem satisfeito"(Carlos M. Faustino) 









"Você disse tudo o que eu gostaria de dizer. Belas as tuas palavras, versos esplendidos como sempre. Parabéns amigo
ResponderExcluirEnfim consegui compartilhar seu lindo blog, meu amigo !
ResponderExcluirMuito bom e um deleite para ser lido. Bem-vindo :D